Nota sobre a “Noite de Natal” do primeiro ano da Grande Guerra:

O que aconteceu no natal de 1914 foi o último retumbo a demonstrar como uma civilização, cujo pano de fundo constituía-se de uma mesma mentalidade cristã, através de um onipresente sentimento religioso era capaz de unir os homens acima de seus conflitos nacionais. Aquela foi uma noite simbólica, despontando entre todas as outras que ocorreram nos anos de 1914–18, e não por coincidência todos os grandes líderes políticos seculares (e desprovidos de fé verdadeira) tomaram medidas restritivas importantes e graves de punição para tolher o sentimento cristão perene que unia os homens acima de seus nacionalismos e que os tornavam irmãos, mesmo em meio ao conflito sangrento.

O massacre de 4 anos que se seguiu ao “Christimas Truce”, desvelando-se no decorrer da Primeira Guerra Mundial, foi a atitude (planejada, ou não, desde muito antes daquela noite) para destruir esse espírito antigo e extirpa-lo da mentalidade moderna.

A Grande Guerra tornou-se uma pá de cal sobre a unidade Cristã do “Ocidente Eurocentrico” como o conhecíamos e 100 anos depois — assim como a queda de Constantinopla para a idade media — ela é o que os historiadores marcaram como o fim de uma antiga ordem e o início da nova.

A impressão artística do Illustrated London News de 9 de Janeiro de 1915 dizia: “ “British and German Soldiers Arm-in-Arm Exchanging Headgear: A Christmas Truce between Opposing Trenches””

O sentimento cristão continuou, mas depois daqueles anos simbólicos tornou-se cada dia mais um adorno geral na civilização, e apenas individualmente (ou em pequenas comunidades) algo profundo e definidor de todas as atitudes de uma vida humana. Tal fato seguiu-se desde então até nossos dias, e se algo mudar nesta marcha anti-cristã será completamente a revelia da cadência histórica ditada pelos organismos seculares discretos no decorrer dos últimos séculos.

Sem duvidas a batalha do “espirito que abarca a todas as eras” contra o espirito desta era não cessa aqui, mas este é o ponto qual fomos legados.

— Marcelo Jatobá de A. Jr.

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