O Homem e o Porco

Certo dia, assistindo a um filme, escutei a pergunta “qual a diferença entre um homem e um porco?”, nenhuma resposta foi explícitada em palavras pelos personagens que se encontravam em um prostibulo, mas pensei em uma melhor que aquela implícita em suas ações:


A diferença entre o homem e o porco está contida nas possibilidades que são dadas à nós, e só.

Para o homem elevar-se acima do nível do porco é sempre o produto de um ato de vontade, jamais ocorre por acidente, mas temos tal possibilidade e justo por contê-la em sua alma, o ato de negá-la de forma deliberada também o colocará num nível abaixo do animal.

O filho que segue os bons ensinamentos do Pai banqueteia-se em sua casa, enquanto aquele que foge deste Pai, por fim, comerá bolotas, chafurdando o chão ao lado dos porcos e ainda assim não será um deles, mas um ser que caiu, que negou sua propria grandesa, que viu a luz e decidiu em prol da escuridão.

É e sempre será assim, tanto quanto as leis da aritmética e da lógica regem o mundo, ou as da física, obedecendo-as, regem a matéria, as leis da alma nos apresentam o alto, enquanto a dos corpos o vil, e só a consciência – ou seja, o proprio individuo – decide, em meio ao complicado zigue-e-zaguear dos nossos estados morais, afetivos e de humor, à qual caminho profunda e verdadeiramente ele irá pertencer.

— Marcelo Jatobá Jr.

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